Descubra como classificar feridas

O tratamento de feridas é um tema de destaque em diversos setores da área de saúde no mundo. Aprender a  classificar feridas corretamente é importante para garantir um tratamento adequado que possa trazer maior conforto e uma rápida cicatrização da ferida.

O que são feridas?

Uma ferida é qualquer interrupção na continuidade da pele que afeta sua integridade, uma deformidade ou lesão, podendo ser superficial ou profunda, fechada ou aberta, aguda ou crônica, simples ou complexa.

Elas podem surgir por diversos tipos de traumas, como físico, químico ou mecânico. Outro motivo comum é a existência de doenças crônicas, ou fatores de risco como obesidade ou tabagismo.

Os principais tipos de feridas que existem hoje são as incisivas/cirúrgicas, contusas, lacerantes, perfurantes e as mistas.

As incisivas ou cirúrgicas são feridas produzidas por um instrumento cortante e são fechadas por suturas. As feridas contusas são causadas por traumas nos tecidos moles por algum objeto rombo (partido ou cortado) e são caracterizados por hemorragias e edemas.

Os ferimentos lacerantes são provocados por algum rasgo ou arrancamento de tecido (mordidas de cãos, por exemplo) e os perfurantes são ocasionados por objetos longos e pontiagudos (pregos e alfinetes).

Como classificar os estágios de evolução de feridas

Evolução de Feridas

Evolução de Feridas

Estágio 1: não há perda de tecido, somente o comprometimento da epiderme.

O tecido fica hiperemiado (acúmulo de sangue), com áreas de descoloração e endurecimento local.

Estágio 2: há perda de tecido com o comprometimento da epiderme, derme ou ambas.

Ocorre a ruptura e perda da epiderme ou derme, são superficiais e podem apresentar bolhas ou crateras rasas.

Estágio 3: comprometimento total da pele e necrose de tecido subcutâneo, porém não atinge a fáscia muscular.

É uma ferida com maior profundidade por esta perda, geralmente apresenta-se com isquemia do tecido subcutâneo até a fáscia muscular, tem odor característico de tecido morto.

Estágio 4: há grande destruição de tecido, chegando a ocorrer lesão óssea e muscular.

A ferida é profunda, atingindo músculos, tendões e ossos, com necrose e odor característico.

Importância da classificação

A correta classificação é essencial para tratar, orientar e prescrever o tratamento de maneira correta para o paciente.

A prática no cuidado do paciente portador de ferida, seja aguda ou crônica, é uma especialidade dentro da enfermagem, pois cuidar de feridas é um processo dinâmico, complexo e requer uma atenção especial.

Os profissionais da saúde, como médicos e enfermeiros, precisam ter uma visão ampla no que se refere ao tratamento de ferida, pois não se resume em apenas executar os curativos prescritos pelo médico, mas também uma análise do paciente de maneira geral.

O profissional preenche uma lacuna importante no tratamento de feridas: é ele quem executa diariamente o curativo e está em maior contato com o paciente.

Por essa razão, em muitos aspectos sua ação vai se sobrepor a de outros profissionais que acompanham o paciente.

Por essa razão, a importância do enfermeiro junto à outros profissionais que acompanham o paciente.

O que o paciente deve fazer se precisar de ajuda?

Ao perceber algum sinal de manchas escuras ou esbranquiçadas, feridas, cortes, hematomas, lesões, frieiras e outras interrupções na pele, deve urgentemente procurar um profissional na área de saúde que possua um serviço completo para que ocorra o tratamento mais indicado.

Neste tipo de serviço é de fundamental importância de profissionais experientes para o adequado tratamento e a rápida cicatrização da ferida, diminuindo os riscos de complicações devido à uma ferida aberta.

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